segunda-feira, 9 de abril de 2012

ANATOMIA TOPOGRÁFICA DO MEMBRO TORÁCICO


Osteologia do membro torácico
O osso mais proximal do membro torácico é a escápula, um osso plano e largo. Geralmente, a face mais acidentada do osso corresponde à face lateral. A Espinha da escápula e acrômio são dois pontos de inserção muscular. A superfície articular e cavidade glenóide se articulam com a cabeça do úmero. As fossas supraespinha e infraespinha são ocupadas por músculos de mesmo nome. O úmero é um osso longo, em forma de espiral. Na vista cranial, lateralmente vemos um tubérculo maior e medialmente um tubérculo menor, entre eles está o sulco intertubercular ou intertuberal para passagem do m. bíceps braquial. Na região distal do úmero, sua superfície articular é formada pelo côndilo (capítulo/ lateral e tróclea/ medial). Proximal à tróclea e o capítulo existe uma fossa radial. Na vista caudal do úmero vemos a cabeça umeral, tubérculo maior e menor. Em carnívoros existe o forame supratroclear, que comunica a fossa do olecrano com a fossa radial.
No Rádio, nos chama atenção a Tuberosidade radial, localizada na  região proximal da face crania.
A ulna dos carnívoros acompanha toda a extensão do rádio, bem como em ruminantes e suínos. Portanto, o processo estiloide lateral pertence à ulna. Em equinos, o processo estiloide lateral pertence pertence ao rádio, já que a ulna se estende apenas até a diáfise do rádio.
Processo ancôneo se encaixa na fossa do olecrano.
Nos pequenos animais, o processo coronóide medial é maior que o lateral. Em grandes animais, ocorre o inverso.
O espaço interósseo é ocupado pelo m. pronador quadrado. Pronador redondo sai do epicôndilo medial do úmero e vai até o radio.
Dos animais domésticos, apenas os carnívoros apresentam o primeiro dedo, com falange média ausente.
Articulações do membro torácico
Articulação escapulo-umeral – ombro.
Articulação úmero-radio-ulnar – cotovelo.
Articulação rádiocarpiana, ulnocarpiana, carpocarpiana = articulações do carpo.
Articulação metacarpo-falangeana.
Articulação interfalangeana.

MUSCULATURA DO MEMBRO TORÁCICO
Musculatura extrínseca e musculatura intrínseca

Musculatura extrínseca são músculos que tem origem fora do membro torácico e inserção nos ossos do membro torácico. Os músculos extrínsecos tem a função de conectar o membro torácico ao tronco. O membro pélvico está conectado ao tronco através de articulações, enquanto o membro torácico está preso por tecido muscular. A musculatura intrínseca é formada por músculos que tem origem e inserção nos ossos do membro torácico, portanto promovem os movimentos articulares do membro.
M. Grande dorsal – músculo extrínseco.
M. Deltóide – músculo intrínseco.
Sinsarcose: Articulação por tecido muscular.

Articulações
Fibrosa: ossos unidos por tecido conjuntivo fibroso, sem mobilidade. Suturas no crânio, gonfoses nos dentes com o processo alveolar, sindesmoses na união de ossos longos através de tecido fibroso.
Cartilaginosa: ossos unidos por cartilagem. Sincondroses esternais e sínfise pélvica. Sínfises permanecem no animal adulto. Sincondrose: Ossos unidos por cartilagem de crescimento, epífise e diáfise de animais jovens.
sinovial: Apresenta bolsa sinovial com secreção de liquido sinovial, com grande movimentação.
Musculatura extrínseca
M. musculocutâneo do tronco e M. Platisma (principal m. cutâneo da cabeça e pescoço) não tem fixação óssea. O m. platisma tem origem na pele da região cervical e inserção na pele da região facial.
O m. musculocutâneo do tronco nos machos se junta na região ventral do abdômen e suas fibras seguem até o prepúcio para formar o musculo prepucial cranial - formado a partir do cutâneo do tronco, recobre a glande após a cópula.

Reflexo cutâneo do tronco – reflexo normal que os animais têm na região dorsal próximo a coluna.
Fáscia superficial e fáscia profunda
Fáscia superficial fica entre a pele e o tecido adiposo, é removida junto com a pele na dissecação.  Abaixo da gordura fica a fáscia profunda, entre o tecido adiposo e a musculatura. A fáscia profunda emite septos que separam os músculos do corpo do animal. Quando a fáscia profunda atinge a região ventral, no plano mediano da região do abdômen, forma-se a linha alba.
1. Fáscia toracolombar – prende o m. grande dorsal aos processos espinhosos.
2. Fáscia glútea – Se localiza próxima a asa do íleo.
3. Fáscia caudal ou coccígea.
4. Fáscia lata - localizada lateralmente na coxa para conter o m. vasto lateral do quadríceps femoral.
5. Fáscia do antebraço – começa na região do cotovelo.
6. Fáscia crural – começa na região distal do m. bíceps femoral e recobre a musculatura da perna. Crural = perna.

A fáscia profunda também serve para agrupar conjuntos de vasos e nervos, um exemplo disso é a bainha carotídea, que agrupa a a. carótida comum, a veia jugular interna e o tronco vagosimpático.

Divisão topográfica do membro torácico
Região escapular (regiões supraespinhosa e infraespinhosa);
Região braquial (úmero);
Região axilar (entre esterno e úmero);
Região cubital (ulna = cúbito, cotovelo);
Região antebraquial (rádio);
Região da mão (região do carpo, região do metacarpo e falanges);

M. Peitoral superficial tem duas porções, uma transversa e uma descendente. Transversa é mais ampla e mais profunda e a descendente é menor e superficial. Começa no plano mediano e vai até o tubérculo e maior do úmero, entre o braquiocefálico e o m. braquial. Faz Adução do membro.
O m. peitoral profundo é bem maior do que o superficial e se origina em todo o esterno, se inserindo no tubérculo menor do úmero.

M. braquiocefálico une a cabeça ao braço, é dividido em porção clido cefálica e clido braquial, dividida pela intersecção clavicular (clavícula rudimentar). A porção cleido cefálica se divide em parte cleido cervical e parte cleido mastoidea.
M. esternocefálico. Origem no manúbrio com dois pontos de inserção – crista nucal e processo mastoideo (osso temporal). Apresenta duas porções, uma occipital e uma mastoidea. O m. esternocefálico direito e esquerdo forma uma imagem de letra “V” na região ventral do pescoço.
M. esternoioideo – Origem no esterno e inserção no aparelho hioideo.
M. esternotireoideo – Origem no esterno, passando pela cartilagem tireoide, e inserção no aparelho hioideo.
M. omotransverso – Profundo ao m. braquiocefálico apresenta uma parte caudal subcutânea. Origem no acrômio, com inserção na asa do atlas. Sua maior parte fica encoberta pelo músculo braquiocefálico.A porção cervical fica parcialmente encoberta pela porção clidocervical do m. braquiocefálico. A porção torácica do m. trapézio é menor e encobre parcialmente o m. grande dorsal. O m. trapézio tem origem na rafe mediana do pescoço e no ligamento supraespinhoso das vertebras torácicas. Ambas as porções se inserem na espinha da escápula.


M. romboide
É bem fino e apresenta três porções: Cefálica, cervical e torácica.
Se localiza profundamente ao trapézio, a porção cefálica é fina e segue no ângulo cranial da escápula até a crista nucal. A porção cervical se origina na rafe mediana do pescoço e se insere na borda dorsal da escápula. A porção torácica é a mais difícil de ser visualizada, mais curta, fica profunda ao m. grande dorsal. Origina-se no processo espinhoso das vertebras torácicas e se insere, também, na borda dorsal da escápula.


M. grande dorsal
Tem origem nas vertebras torácicas e lombares com inserção na tuberosidade redonda maior.






 

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